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terça-feira, 23 de novembro de 2010
Colonização da Espanha
A conquista da América e a sua posterior colonização foi um
empreendimento gigantesco, que sem dúvida alguma mudou os
rumos da civilização ocidental. Esta obra, cujas marcas principais estão
diretamente relacionadas à expansão marítima e comercial levada a cabo
pelos países ibéricos (Portugal e Espanha) no final do século XV, realizou-se
com a perda de milhões de vidas e o extermínio completo de muitas
civilizações indígenas.
Se por um lado o Novo Mundo representava um eldorado de oportunidades
para europeus ávidos por riquezas e metais preciosos (ouro, prata e cobre),
por outro ele se transformou num verdadeiro inferno e numa dolorosa provação
para aqueles que se submeteram pela força, ao jugo dominador das nações
européias, notadamente da Espanha.
A colonização efetiva do continente americano pelos espanhóis começou em
1493, quando Cristóvão Colombo (um ano depois de ter aportado na ilha de
Espanhola, atual Santo Domingo, capital da República Dominicana) fundou a
colônia de Natividade. A partir daí, iniciou-se de modo irreversível o embrião
daquele que se transformaria num dos maiores impérios do mundo: O Império
Espanhol na América.
Após alguns contatos amistosos no início da colonização, a relação entre
espanhóis e gentios da terra sofreu uma transformação que, caracterizou por
assim dizer, o tipo e a mentalidade colonizadora desenvolvida pela Espanha. A
busca por riquezas e a conversão dos índios ao cristianismo foram, entre
outros fatores, as bases motivadoras do projeto colonial em território
americano.
O segundo objetivo era constantemente utilizado para mascarar o primeiro e
em busca deste, inúmeras atrocidades foram cometidas contra os povos
dominados. A cruel matança de indígenas, bem como a ganância e a sede
espanhola por metais preciosos, foi muito bem retratada por Frei Bartolomeu
de Lãs Casas (testemunha ocular de tais acontecimentos), que jamais ficou
calado diante do tratamento desumano dispensado pelos colonizadores aos
povos nativos:
“A causa pela qual os espanhóis destruíram tal infinidade de almas foi
unicamente não terem outra finalidade última senão o ouro, para enriquecer
em pouco tempo, subindo de um salto a posições que absolutamente não
convinham a suas pessoas. Enfim não foi senão a sua avareza que causou a
perda desses povos e quando os índios acreditaram encontrar algum
acolhimento favorável entre esses bárbaros, viram-se tratados pior que os
animais e como se fossem menos ainda que o excremento das ruas; e assim
morreram sem fé e sem sacramentos, tantos milhões de pessoas”. (Las Casas,
2001, p. 32).
Uma opinião diferente daquela manifestada por Las Casas nos é fornecida por
Vicente Tapajós em seu livro História da América. Este autor, ao abordar as
fases iniciais da conquista e da colonização praticamente não toca no
morticínio praticado pelos espanhóis contra os povos nativos, e quando o faz,
utiliza-se de uma linguagem depreciativa para com os indígenas. Em alguns
pontos a sua visão eurocêntrica da conquista fica evidente, vamos a eles:
“A fim de proteger-se e evitar a reação dos “Incas”, Pizarro aclamou sucessor
do “Imperador”, o terceiro filho de Usina Capac, chamado Toparca, e com a
proteção dele entrou em Cuzco, capital do Império. atitude dos espanhóis
acabou por provocar a revolta dos selvagens, abafada pelos conquistadores”.
(Tapajós, 1968, p. 83).
Ao invés de abordar a colonização pelo viés do extermínio indígena (como o
fez Las Casas), Tapajós preferiu defender a tese de que os primeiros
momentos na América foram de pouca paz devido a divergências existentes
entre os próprios colonizadores, bem como causados por desacertos ocorridos
no processo de administração das terras conquistadas. Isso fica claro na
seguinte passagem:
“Colombo errou desde o princípio como administrador. Um de seus primeiros
erros foi à nomeação de seu irmão, Diego, para substituí-lo, enquanto se
punha numa expedição exploradora. Ao voltar encontrou-se situação difícil de
resolver-se”. (Tapajós, 1968, p. 77).
Outro autor J.H. Elliot, aborda de forma crítica tanto os erros administrativos da
família Colombo, bem como o extermínio dos nativos pela crueldade, pela
fome, pelo trabalho forçado e pelos maus tratos a que os mesmos eram
submetidos:
“A família de Colombo que tinha jurisdição sobre as ilhas, revelou-se não estar
a altura da tarefa. Na qualidade de genoveses adventícios, começaram em
desvantagem natural, e por temperamento nem o almirante, nem seus irmãos,
estavam preparados para lidar com a indisciplina endêmica de um bando de
espanhóis, cujo único pensamento era a riqueza fácil”. (Elliot in Bethel (org),
1998. p. 150).
Quanto aos indígenas, de acordo com Elliot:
“O estabelecimento formal do trabalho forçado para a população nativa,
apenas precipitou um processo que já estava tornando-se catastrófico - a sua
total extinção”. (Elliot in Bethel (org) 1998, p. 153).
Percebe-se que há uma concordância entre Las Casas e Elliot no que se
refere ao mau tratamento dispensado pelos colonizadores espanhóis aos
gentios da terra. Entretanto Las Casas é mais enfático em suas críticas, que
muitas das vezes assumem um tom de denúncia acalorada:
“ (...) os espanhóis entravam nas vilas, burgos e aldeias não poupando nem
crianças e velhos, nem mulheres grávidas e parturientes e lhes abriam o ventre
e faziam em pedaços (...). Sempre matando, incendiando, queimando, torrando
índios e lançando-os aos cães (...) e assassinaram tantas nações que muitos
idiomas chegaram a desaparecer por não haver ficado quem os falasse (...) e,
no entanto ali teriam podido viver como num paraíso terrestre, se disso não
tivessem sido indignos...”. (Las Casas, 2001, ps. 34, 42, 80, 81 e 106).
Não acostumados ao modo de vida dos europeus que baseava-se numa
existência sedentária, os indígenas simplesmente tendiam a não suportar
tamanha diferença entre uma cultura e outra.
Dessa forma, o choque entre ambas tornou-se inevitável e a reação indígena
assumiu as mais variadas formas: hostilidade, guerra, suicídios em massa,
movimentos de resistência religiosa, etc. Referindo-se a extinção quase que
completa da população nativa da ilha de Espanhola, Elliot nos dá um exemplo
extremamente lúcido do que representou para os indígenas, o contato com os
espanhóis:
“Em vinte anos, desde o desembarque de Colombo, a população dessa ilha
densamente habitada havia sido quase varrida pela guerra, pelas doenças,
pelos maus tratos e pelo trauma resultante dos esforços dos invasores para
obrigá-la a aceitar modos de vida e comportamento totalmente desvinculados
de sua experiência anterior”. (Elliot in Bethel (org), 1998, p. 153).
Mas quais foram os motivos (além é claro da obsessão por riquezas e metais
preciosos) que levaram os espanhóis a adotar um comportamento bárbaro e
cruel em relação aos povos nativos? Para se entender tal cenário, é preciso
voltar um pouco no tempo, recuando por intermédio do mesmo até os
primórdios da colonização espanhola na América.
A chegada de Cristóvão Colombo a este continente ocorreu em 1492, no
mesmo ano em que mouros e judeus haviam sido definitivamente expulsos da
Espanha. Este país passava nesta época por um período de transição política,
através da unificação dos reinos de Aragão e Castela, fato que se deu após o
casamento dos reis católicos Fernando e Isabel.
Por outro lado, todas essas novidades faziam com que a Espanha, em sua
gênese como país unificado, sofresse um processo de acomodação de forças
e de adaptação a uma situação inusitada, que o destino havia lhe
proporcionado.
Guiada desde o início pela busca de riquezas, a política colonial espanhola
inseria-se perfeitamente dentro dos conceitos mercantilistas que dominavam a
economia européia no período da expansão ultramarina. Por sua vez, o
princípio do metalismo (que estabelecia que a riqueza de uma nação fosse
medida pela quantidade de ouro e prata que a mesma possuía), aliado ao
bulhonismo (que defendia a tese de que os países necessitavam ter uma
balança comercial favorável), deu origem ao modelo econômico que moldou a
configuração político-administrativa da Espanha em relação ao seu Império
Colonial Americano.
Tão logo foram descobertas as minas de ouro e prata no Peru e no México, a
coroa espanhola começou a explorá-las, utilizando-se para isso da
mão-de-obra indígena. A partir daí, foi organizado um vasto sistema de
exploração econômica, que baseava-se na servidão e na escravidão dos
gentios da terra.
O trabalho forçado mostrou-se prejudicial aos índios, uma vez que os mesmos
não estavam acostumados a uma existência calcada no trabalho sistemático e
no sedentarismo imposto pelos europeus. Some-se a isso as doenças típicas
do homem branco, o sadismo e o instinto bestial dos colonizadores e o
resultado obtido foi à morte incontida de milhões de indígenas, bem como o
desaparecimento completo de muitas civilizações.
Tem razão Frei Bartolomé de Las Casas, ao afirmar que a história da
conquista e colonização da América, foi uma obra escrita com sangue.
Comportando-se como verdadeiros tiranos, os espanhóis cegos pela cobiça e
pela avareza, não mediram esforços para alcançar os seus objetivos coloniais.
A conta dessa sanha conquistadora foi paga pelos pobres nativos com o
ceifamento precoce de suas vidas. Entretanto, para os colonizadores isso não
possuía a menor importância, pois uma vez que os seus intentos, mesmo os
mais espúrios, fossem plenamente satisfeitos, as demais coisas em nada lhes
interessavam.
Autores
Marco Aurélio de Souza Lombardi
Joander Alves de Castro Silva
BIBLIOGRAFIA
ELLIOT, J. H.. A conquista Espanhola e a Colonização da América. In:
BETHEL, Leslie. (org). América Latina Colonial. Volume I e II. São Paulo:
Edusp, 1998.
LAS CASAS, Frei Bartolomé de. O Paraíso Destruído. A Sangrenta História da
Conquista da América. Porto Alegre: L&PM Pocket/Descobertas, 2001.
México:
O México foi uma das regiões do Novo Mundo onde muitas civilizações se
desenvolveram, como a Maia e a Asteca. Mas, com a conquista espanhola, a
população indígena reduziu-se de 21 milhões, em 1519, para 1 milhão, em
1607. Em 1810 tiveram início os primeiros movimentos contra o colonialismo
opressivo e a favor da independência. Rapidamente o movimento
independentista se tornou numa guerra de guerrilha. Em 1823, uma rebelião
militar forçou os colonizadores a abandonarem o país e a República do México
foi proclamada. Em 1824 foi adaptada a Constituição, baseada no modelo
norte-americano. Nesse ano Manuel Félix Fernández, mais conhecido por
Guadalupe Victoria, foi eleito o primeiro presidente do país, mas, em 1833,
uma revolta liberal colocou no poder Antonio López de Santa Anna.
Guatemala:
Do século IV ao século XI, as terras baixas da região de Péten foram o
coração da florescente civilização Maia. Depois do colapso dos estados das
terras baixas, os estados Maias do altiplano central continuaram existindo mais
ou menos organizados. Embora os conquistadores espanhóis tenham chegado
à região em 1523, houve uma feroz resistência das cidades-estado maias e a
última só foi efetivamente conquistada em 1697.
A Guatemala, até 1821, foi uma colônia da Espanha. Durante a segunda
metade do Século XX experimentou uma variedade de governos militares e
civis, sendo uma dessas de Jacobo Arbenz - que fora retirado do poder por
ameaçar fazer reforma agrária em terras da United Fruit Company; desse
modo sofreu um golpe com intervenção estadunidense, em 1953, colocando
um ponto final na política de Boa Vizinhança, caracterizada pelo governo
Roosevelt, bem como uma guerra civil que durou 36 anos. Em 1996, o governo
assinou um acordo da paz terminando formalmente com o conflito, que levou à
morte de mais de cem mil pessoas e tinha criado um milhão de refugiados.
Cuba:
O domínio espanhol sobre Cuba durou quatro séculos. No dia 10 de dezembro
de 1898 a Espanha, após ter sido derrotada pela invasão americana a Cuba,
assinou com os Estados Unidos o Tratado de Paris que põe fim à dominação
espanhola na ilha. No dia 1º de Janeiro do ano seguinte, os Estados Unidos
estabeleceram um governo militar na ilha.
Durante quase quatro anos os Estados Unidos mantiveram a ocupação da ilha
através de um governo militar.
No dia 20 de maio de 1902 foi proclamada a República em Cuba, mas o
governo norte-americano, em 1901, tinha convencido a Assembléia
Constituinte cubana a incorporar um apêndice à Constituição da República, a
Emenda Platt, pela qual se concedia aos Estados Unidos o direito de intervir
nos assuntos internos da nova república, negando à ilha, bem como à vizinha
ilha de Porto Rico, a condição jurídica de nação soberana, o que limitaria sua
soberania e independência por 58 anos.
No dia 1 de Janeiro de 1959 o Exército Rebelde dirigido pelo seu Comandante
e chefe, Fidel Castro, derrota o governo que governava o país. É a partir desse
momento que Cuba obtêm sua total e definitiva independência em relação aos
EUA.
Atualmente, a República Socialista de Cuba é único país socialista do
Ocidente, e um dos poucos países do mundo, como a República Popular da
China, República Popular Democrática da Coréia, a República Socialista do
Vietnã e o Laos.
Costa Rica:
A Costa Rica foi descoberta e, provavelmente, batizada por Cristóvão
Colombo, em sua quarta viagem à América, em 1502. Havia na região cerca
de trinta mil indígenas, divididos em três grupos: güetares, chorotegas e
borucas. Encontrados os primeiros indícios de ouro, usado em ornamentos
indígenas, os espanhóis planejaram um núcleo de colonização sob o comando
de Bartolomé Colombo, irmão do descobridor. Expulsos logo a seguir pelos
indígenas, só conquistaram a região em 1530. Antes de tornar-se província da
capitania-geral da Guatemala, em 1540, Costa Rica chamava-se Nova
Cartago. Os limites demarcatórios foram fixados entre 1560 e 1573.
A Costa Rica tornou-se independente em 15 de setembro de 1821 e três anos
depois uniu-se, por pouco tempo, ao México. Em 1824 passou a integrar a
Federação Centro-Americana, dissolvida em 1838. Nessa época teve início a
exportação de café para a Europa, e San José viveu um período de intenso
crescimento e prosperidade. Durante a administração do general Tomás
Guardia, que governou despoticamente o país entre 1870 e 1882, a Costa Rica
atingiu notável desenvolvimento econômico. Incrementou-se o comércio de
açúcar e café, construíram-se ferrovias e abriram-se portos para escoar a
produção. As plantações de banana, controladas a partir de 1899 pela United
Fruit Co., passaram a rivalizar em importância econômica com as de
cana-de-açúcar e café. Em 1890 tornou-se presidente José Joaquín
Rodríguez; sua eleição foi considerada a primeira inteiramente livre e sem
fraudes na América Latina e inaugurou uma tradição de democracia na Costa
Rica.
Venezuela:
A Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela (em
espanhol: República Bolivariana de Venezuela), é um país tropical, na costa
norte da América do Sul. O país possui várias ilhas fora de seu território
continental situadas fora em sua costa no Mar do Caribe. A república é uma
antiga colônia espanhola que conquistou a sua independência em 1821.
A Venezuela tem fronteiras com a Guiana a leste, com o Brasil ao sul e com a
Colômbia a o oeste. Os países Trinidad e Tobago, Granada, St. Lucia,
Barbados, Curaçao, Bonaire, Aruba e São Vicente e Granadinas estão à norte,
ao largo da costa venezuelana. Sua área territorial é de 916.445 quilômetros
quadrados, com uma população estimada em 26.414.816 habitantes. Sua
capital é Caracas. As cores da bandeira venezuelana são o amarelo, azul e
vermelho, nessa ordem: o amarelo representa a riqueza da terra, o azul o mar
e o céu do país, e o vermelho o sangue derramado pelos heróis da
independência.[2]
Venezuela tem disputas territoriais com a Guiana (ex-colônia do Reino Unido),
principalmente sobre a área de Essequibo, e com a Colômbia sobre o Golfo da
Venezuela. Em 1895, após anos de tentativas diplomáticas para resolver a
disputa fronteiriça na Venezuela, a disputa sobre a fronteira do rio Essequibo
deflagrou-se e então foi submetida a uma comissão "neutra" (composta por
representantes do Reino Unido, Estados Unidos e da Rússia e sem
representante direto da Venezuela), que, em 1899, decidiu-se contra a
reivindicação territorial da Venezuela.[3] A Venezuela é amplamente conhecido
pela sua indústria de petróleo, pela diversidade ambiental do seu território e
por seus recursos naturais. A nação é considerada um dos 17 países
megadiversos do mundo,[4] com uma fauna diversificada e uma grande
variedade de habitats protegidos.
A Venezuela está entre os países mais urbanizados da América Latina;[5][6] a
grande maioria dos venezuelanos vivem nas cidades do norte, especialmente
na capital Caracas, que é também o maior da cidade do país. Outras cidades
importantes incluem Maracaibo, Valência, Maracay, Barquisimeto, Mérida,
Barcelona-Puerto La Cruz e Ciudad Guayana.
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Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirCom base nas pesquisas e na leitura dos textos que foram postados pude perceber que Colombo foi quem 'descobriu' a América, e que troce grandes perspectiva de enriquecimento, porque ele acreditava ter encontrado um novo caminho para as Índias(isso me lembra uma novela caminha das índias será que tem alguma semelhança?)ah e tem mais conforme procurava as riquezas orientais fundou vilas e povoados, iniciando a ocupação da América. Nossa esse cara era muito inteligente.
ResponderExcluirTudo que eu quero é saber como foi colonizada a Espanha.
ResponderExcluirA colonização espanhola nas Américas penso que sei um pouco.
Li toda história escrita sobre a colonização espanhola nas América e gostei.